segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ferramenta Ergonômica - MOORE e GARG


1) Justificativa para a melhoria e aplicação dos diagramas de tempos e movimentos

Dentre os postos de trabalho existentes na empresa XX e apresentado nos diagramas atuais, todos relacionados a  fabricação do produto apresentam algum tipo de problema de produtividade, de ergonomia e de segurança, por isso para identificar qual possui o maior número de problemas que se melhorados transformariam o processo global de fabricação da mesa em um processo mais eficiente e eficaz, ou seja,  diminuindo os desperdicíos de mão de obra, matéria prima, de maquinários, que fazem parte do processo, e também a melhoria dos resultados finais de produção com o aumento da qualidade de trabalho nos postos. Como alguns diagramas de métodos focam nos movimentos que funcionários fazem com os braços e mãos para a execução das atividades, o índice que melhor avalia  os riscos de lesões e sobrecarga biomecânica para os membros superiores é uma ferramenta ergonômica chamada de Moore e garg, que é segundo Couto 2007, é um critério semi-quantitativo que se propõe a estabelecer um índice de sobrecarga biomecânica para extremidade distal de membros superiores ( Extremidade distal = cotovelo, antebraço, punho e mão). Quanto maior o resultado encontrado, maior será o risco de se desenvolver lesões. É importante ressaltar que o método avalia o trabalho e não as pessoas.
1.1       Análise do posto da Esquadrejadeira
Fator analisado
Fator escolhido
Multiplicador
FIE – Fator de Intensidade de Esforço
Muito pesado
Esforço nítido, com mudança de expressão facial.
13
FDE – Fator de Duração do Esforço
Entre 10% e 29 % do tempo
3
FFE- Fator de Frequência de esforço
Entre 4 e 8 minutos
1
FPMP - Fator de Postura da Mão e do Punho
Ruim
Desvio Nítido
2
FRT- Fator de ritmo de Trabalho
Ritmo Razoável
1
FDT- Fator de Duração do trabalho
Entre 1 e 2 horas
0,25
TOTAL
19,5
A interpretação sobre o resultado  igual a 19,5 da análise de  Moore e Garg no posto da esquadrejadeira mostra um alto o risco de o funcionário  adquirir uma lesão é que seu nível de segurança e os seus métodos de trabalho devem ser mudados com e melhorado com urgência.
1.2       Análise do posto do Desempeno
Fator analisado
Fator escolhido
Multiplicador
FIE – Fator de Intensidade de Esforço
Próximo ao Máximo
Usa tronco, ombros e outros agrupamentos auxiliares.
9
FDE – Fator de Duração do Esforço
Maior que 80%
1
FFE- Fator de Frequência de esforço
Entre 4 e 8 minutos
1
FPMP - Fator de Postura da Mão e do Punho
Ruim
Desvio Nítido
2
FRT- Fator de ritmo de Trabalho
Ritmo Razoável
1
FDT- Fator de Duração do trabalho
Menor que 1 hora
0,25
TOTAL
4,5
A interpretação sobre o resultado  igual a 4,5 da análise de  Moore e Garg no posto do Desempeno mostra que o risco de lesão e de o funcionário  adquirir uma doença ocupacional é muito alto e o seu nível de segurança precisa ser melhorado com urgência.
1.3       Análise do posto do Desengrosso
Fator analisado
Fator escolhido
Multiplicador
FIE – Fator de Intensidade de Esforço
Pesado
Esforço nítido sem mudança de expressão facial
6
FDE – Fator de Duração do Esforço
Entre 30% e 49% do tempo
1,5
FFE- Fator de Frequência de esforço
Entre 4 e 8 minutos
1
FPMP - Fator de Postura da Mão e do Punho
 Ruim
Desvio Nítido
2
FRT- Fator de ritmo de Trabalho
Ritmo Razoável
1
FDT- Fator de Duração do trabalho
Menor que 1 hora
0,25
TOTAL
4,5
A interpretação sobre o resultado  igual a 4,5 da análise de  Moore e Garg no posto do Desengrosso mostra que o posto apresenta características duvidosas e questionáveis sobre a segurança e  possíveis lesões no funcionário.
1.4       Análise do posto da Lixadeira
Fator analisado
Fator escolhido
Multiplicador
FIE – Fator de Intensidade de Esforço
Muito Pesado
Esforço nítido com mudança de expressão facial
9
FDE – Fator de Duração do Esforço
Entre 10% e 29% do tempo
1
FFE- Fator de Frequência de esforço
Entre 9 e 14 minutos
1,5
FPMP - Fator de Postura da Mão e do Punho
 Ruim
Desvio Nítido
2
FRT- Fator de ritmo de Trabalho
Ritmo Razoável
1
FDT- Fator de Duração do trabalho
Menor que 1 hora
0,25
TOTAL
6,75
A interpretação sobre o resultado  igual a 6,75 da análise de  Moore e Garg no posto da Respingadeira mostra que as características da atividade desenvolvida  pelo funcionário provavelmente trará consequências para a saúde, pois tem um grande risco de sofrer lesões nos membros superiores. Além apresentar um nível de segurança que precisa ser melhorado.
1.5       Interpretação do índice de moore e garg

Segundo os índices de moore de garg o posto da esquadrejadeira apresenta o maior valor, sendo assim, apresenta maior probabilidade de lesões nos membros superiores, além disso, existem problemas de seguranças que são:

● Risco Físico : Apresenta vibrações e muito ruído;
● Risco Químico: Poeira de madeira;
● Risco de Acidente: Devido a serra (sem trava de segurança) e a não utilização de equipamentos de proteção individual;

Sendo assim, o posto que precisa de maiores melhorias e apresenta maior risco para o funcionário podendo  causar dano  à saúde, seja através  de acidentes,  doenças, sofrimento dos trabalhadores  ou poluição ambiental é o posto da esquadrejadeira. Logo os diagramas propostos serão feitos baseados na produção de cada subproduto( pés, suporte para os pés e o tampo da mesa) que passa no mesmo.

O Amor de Deus - Leonardo Gonçalves



Na pétala de cada flor que se abre
eu leio que Deus é amor.
O vento que ruge ou que sopra mansinho
repete insistente que Deus é amor.
O Sol quando é dia e a lua de noite
nos contam que Deus é amor.
É fácil notar que as obras de Deus
estão todas repletas de amor.

Quão grande amor nosso Deus nos tem dado
Ele nos fez filhos Seus
pois como alguém que vivia em pecado
podia esperar essa graça de Deus

E foi tão intenso este amor
que o Seu próprio filho entregou
deu-nos direito a uma vida melhor
e o caminho do céu nos mostrou

Quando eu ouço o cântico dos passarinhos
Eu sinto que Deus é amor.
A espuma das ondas que vão e que voltam
Insiste em lembrar-nos que Deus é Amor

E foi tão intenso este amor
que o Seu próprio filho entregou
deu-nos direito a uma vida melhor
e o caminho do céu nos mostrou
e o caminho do céu nos mostrou



domingo, 23 de setembro de 2012

ANÁLISE DE CUSTOS VARIÁVEIS E RENTABILIDADE DA PESCA DE ATUNS E AFINS DA REGIÃO SUL DO ESPÍRITO SANTO



Giglliara S. de Menezes¹



Este diagnóstico tem como objetivo identificar quais os elementos que possuem maior representatividade sobre os valores dos custos operacionais além de mostrar a rentabilidade das embarcações, do litoral sul do estado do Espírito Santo, direcionadas à pesca de atuns e afins. Os dados do Programa de Estatística Pesqueira do Espírito Santo (acordo de cooperação entre o Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA e a Universidade Federal do Espírito Santo – UFES) serviram de base para o dignóstico da frota, sendo que dos pontos monitorados pelo Programa no sul do Estado, foram analisados os dois que possuem maior representatividade na produção, o município de Anchieta e o distrito de Itaipava (município de Itapemirim). Os custos operacionais das embarcações estão em função da autonomia em dias de viagem de pesca, por isso, houve a necessidade de estratificação das 87 embarcações em: barcos de grande autonomia (BGA), que representam 85% e barcos de pequena autonomia (BPA) com 15% da frota. Os resultados mostram que os BGA fazem viagens em média de 17 dias e consomem em média em cada uma: 1.641 litros de óleo, R$1.134,34 com rancho, 512 caixas de gelo, 383 quilos de isca e 2.003 litros de água, representando 53 %, 18%, 15% , 13% e 1% por dia do custo total variável (CTV), respectivamente. O custo anual totalizou R$ 60.216,77. A receita mensal das embarcações pode variar de R$12.813,72 a R$30.575,13, sendo que os atuns e afins representaram 89%. A receita total anual foi de R$180.459,34. Os BPA fazem viagens voltadas para a pesca de atuns e afins apenas alguns meses do ano, devido à ocorrência da espécie em áreas mais perto da costa. Em suas viagens consomem em média: 270 litros de óleo, 66 quilos de isca, R$120 com rancho, 137 caixas de gelo e 350 litros de água. Significando respectivamente: 48%, 23%, 15%, 13%e 1% do CTV anual que foi de R$ 3.515. A receita para estes desembarques varia de R$ 5.481,1 a R$ 11.926,3 e os atuns e afins represetam 94%. A receita anual foi de R$23.758,70. A forma de divisão do lucro depende da embarcação, geralmente os BGA possuem 05 tripulantes e os BPA 03; onde 38% do lucro ficam com o dono e o outros 62% são repartidos de acordo a importância da função de cada tripulante. Quanto à rentabilidade das embarcações tem-se que ambas são rentáveis, pois o preço médio de venda anual foi de R$ 6,88 e e o custo unitário de produção foi de R$ 1,84  e R$0,63 para BGA e BPA, respectivamente. Assim sendo, corrobora-se a rentabilidade de acordo com a teoria de maximização do lucro em mercado de concorrência perfeita.

Palavras-chave: armação de barcos de pesca, óleo combustível, lucro econômico

ANÁLISE DE CUSTOS VARIÁVEIS PARA A PESCA DE ATUNS DA REGIÃO DE ITAIPAVA- ES



Giglliara Segantini de Menezes¹; 



Os dados do Programa de Estatística Pesqueira do Espírito Santo, acordo de cooperação entre o Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA e a Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, serviram como base para demonstrar os custos totais variáveis dos barcos pesqueiros, direcionados à frota de atuns e afins, no distrito de Itaipava, Município de Itapemirim, região sul do Espírito Santo. Este diagnóstico teve como objetivo identificar quais os elementos possuem representatividade sobre os valores totais e os que devem ser priorizados para melhorar a gestão dessa atividade.  A análise teve como referência 63 embarcações dirigidas para a pesca de atuns e afins. Os gastos estão em função da autonomia em dias de viagem de pesca, por isso, houve a necessidade de estratificação dos mesmos em: barcos de grande autonomia, que representam 86% e barcos de pequena autonomia com 14% da frota. Os barcos de grande autonomia fazem viagens de pesca em média de 13 dias, e possuem como característica o uso dos petrechos, corrico e linha (62%), e consomem em média: 1.671 litros de óleo, R$ 1.641 com rancho, 617 quilos de isca, 7.980 quilos de gelo, e 3.205 litros de água. Representando respectivamente: 53%, 22%, 13%, 11% e 1%, do custo total variável (CTV) por dia, que foi de R$ 547. Totalizando um valor de R$ 7.114 por viagem. Os barcos de pequena autonomia fazem viagens de pesca em média de 5 dias, e utilizam majoritariamente o petrecho, espinhel de superfície (89%) e consomem em média: 395 litros de óleo, R$ 1.110 com rancho, 2.200 quilos de gelo, 87 quilos de isca e 378 litros de água. Significando respectivamente: 44,7%, 35%, 12%, 8% e 0,3%, do CTV que foi de R$ 376/dia. Isso representa um valor de R$ 1.884 por viagem. É importante ressaltar que existem os custos de manutenção que aparecem esporadicamente durante o ano para alguns barcos de grande porte, e se incluídos no CTV aumentam em 5% seu valor. Os resultados mostram que as embarcações direcionadas à frota de atuns e afins na região de Itaipava possuem grandes custos com litros de óleo e rancho, e que para melhorar o lucro dessa atividade, devem-se concentrar esforços para o controle ou redução dos mesmos, buscando sempre melhorar a sua gestão.

Palavras-chave: Armação de barcos de pesca, Itaipava, Óleo combustível.





Construção de uma canoa